Hotelaria Tradicional
Alojamento Local
(2025)
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Evolução global do Mercado Norte-Americano nos Açores (2024-2025)
O mercado dos Estados Unidos destaca-se como um dos principais emissores internacionais, caracterizado por elevado poder de compra e por uma crescente importância na procura turística dos Açores. A análise dos indicadores de hóspedes, dormidas e estada média permite avaliar não só a dimensão deste mercado, mas também a intensidade da sua contribuição para a atividade turística.
A análise por tipologia de alojamento, incluindo alojamento local e hotelaria tradicional, permite aprofundar o conhecimento sobre os padrões de consumo e permanência dos turistas norte-americanos, contribuindo para uma leitura estratégica do seu papel no desenvolvimento do destino.
Perfil do Visitante Norte-Americano nos Açores
O presente storytelling foi desenvolvido com base nos resultados do Inquérito à Satisfação dos Turistas relativo à época baixa de 2025, refletindo os principais perfis, comportamentos e motivações identificados no mercado norte-americano. A construção da persona apresentada resulta da análise agregada dos dados recolhidos, permitindo traduzir, de forma narrativa, as características e experiências predominantes dos visitantes deste mercado no destino Açores.
Dados gerais do Mercado Emissor
Os Estados Unidos constituem um dos principais mercados emissores a nível global, sustentado pela dimensão da sua população e pelo seu peso na economia mundial. Em 2025, o país registou cerca de 340,1 milhões de habitantes e posicionou-se como a maior economia mundial, representando aproximadamente 26,1% do PIB global.
De acordo com a GlobalData, os EUA afirmaram-se como o 2.º maior mercado emissor de turistas a nível mundial, tendo gerado cerca de 143,3 milhões de viagens internacionais em 2025, o que corresponde a uma quota de 8,8% da procura turística global. A Europa assume particular relevância como destino, concentrando cerca de 29,9% destes fluxos, equivalente a 42,9 milhões de viagens.
A origem geográfica dos turistas norte-americanos evidencia uma forte concentração em alguns estados, destacando-se a Flórida (16,8%), a Califórnia (11,8%) e o Estado de Nova Iorque (11,4%) como os principais mercados emissores.
Relativamente aos modos de transporte utilizados nas viagens internacionais, verifica-se uma predominância das deslocações por via terrestre (55,8%), seguida das viagens aéreas (43,4%) e, com expressão residual, do transporte marítimo (0,7%).
Hábitos de Consumo do Mercado Norte-Americano
O mercado norte-americano caracteriza-se por um elevado poder de compra e por um comportamento de consumo exigente e diversificado, fatores que se refletem também nas decisões de viagem. Apesar da dimensão e heterogeneidade do mercado, os turistas dos EUA tendem a valorizar a qualidade da experiência, a comodidade e a eficiência na utilização do tempo.
No contexto turístico, os principais critérios de escolha incluem a qualidade dos serviços, o preço, a facilidade de planeamento e reserva, bem como a variedade da oferta disponível. O consumidor norte-americano demonstra abertura à descoberta de destinos internacionais, sendo recetivo a experiências diferenciadas, embora continue a valorizar elevados padrões de conforto e organização.
Observa-se também uma crescente sensibilidade ao preço, influenciada pelo contexto económico recente, o que leva a uma maior procura por opções com boa relação qualidade-preço e por promoções, sem comprometer a qualidade global da experiência. Ainda assim, trata-se de um mercado com capacidade de gerar despesa elevada, especialmente em segmentos de maior valor acrescentado.
O turista norte-americano é fortemente digitalizado, recorrendo a múltiplos canais para pesquisa e reserva de viagens, com destaque para plataformas online. A comparação de preços, a consulta de avaliações e a procura de conveniência são práticas comuns, evidenciando um comportamento de consumo estruturado e informado.
De forma geral, este mercado apresenta um perfil menos fiel a marcas ou destinos específicos, privilegiando a diversidade de experiências e a inovação, o que reforça a importância de uma oferta turística diferenciada e competitiva.

